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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Sobreiro de Águas de Moura finalista no concurso europeu Tree of the Year


O Sobreiro Assobiador de Águas de Moura (freguesia de Marateca, concelho de Palmela) é uma das treze árvores finalistas no concurso europeu Tree of the Year 2018 (Árvore do Ano). É a primeira vez que Portugal participa neste concurso, que conta, este ano, com 16 países, e seleciona, anualmente, as árvores com as histórias mais interessantes e maior impacte nas comunidades em que se inserem, contribuindo para a sua valorização e para sensibilizar sobre a importância da defesa da floresta.
Promovida pela ELO – European Landowners Organization, em parceria com a Environmental Partnership Association e a Tetra Pak, esta iniciativa é dinamizada, a nível nacional, pela UNAC – União da Floresta Mediterrânica, que selecionou o Sobreiro de Águas de Moura e desafiou o Município de Palmela a associar-se ao concurso.
A votação está a decorrer em https://www.treeoftheyear.org/ETY-2/Uvod.aspx até 28 de fevereiro e a entrega de prémios decorrerá numa cerimónia pública, a realizar a 21 de março, em Bruxelas.

Um marco na comunidade

Com a idade estimada de 234 anos e mais de 16 metros de altura, este Sobreiro Assobiador (ou “casamenteiro”, como é, também, chamado na aldeia), ficou conhecido como o mais produtivo do mundo. Descortiçado mais de 20 vezes desde 1820, a extração de cortiça realizada em 1991 obteve 1.200 kg, produzindo cortiça suficiente para o fabrico de mais de cem mil rolhas.
No início de 2017, o Município de Palmela concluiu uma obra de requalificação do espaço envolvente, que veio proteger, valorizar e dar visibilidade a este importante espécime, criando, em simultâneo, melhores condições para a sua contemplação e fruição. Foi criada uma plataforma em madeira para acesso e usufruto sem dano, e instaladas placas interpretativas e sinalética. Junto do espaço de jogo e recreio contíguo, foi, também, criada uma zona de ginásio de ar livre, numa lógica de associação de valências que se complementam, para garantir uma oferta de qualidade a quem vive na aldeia de Águas de Moura e atrair visitantes à localidade.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Município de Palmela continua a apostar no trabalho descentralizado



O ciclo de Semana das Freguesias 2018 teve o seu ponto de partida em Marateca, com cinco dias de trabalho descentralizado, entre 15 e 19 de janeiro – uma oportunidade privilegiada de contacto entre o Município e o novo Executivo da Freguesia, neste início de mandato, bem como com as populações, o movimento associativo, a comunidade educativa, o tecido económico e demais agentes locais deste território rural.
Como habitualmente, o programa incluiu várias reuniões, de caráter interno e público, visitas a obras, empresas e  projetos locais. Num momento em que está em curso um importante conjunto de intervenções em estabelecimentos de ensino, em todo o concelho, o parque escolar estará, também, em destaque ao longo destas semanas.
A reunião pública quinzenal, no Grupo Desportivo e Recreativo “Leões de Cajados” e o atendimento descentralizado pelo Executivo Municipal com pelouros completaram o programa de trabalho.


O Cantinho da Milu  
      
  
Na abertura do programa de visitas à freguesia, dia 17, quarta-feira, visitaram-se as instalações d’”O Cantinho da Milu”, uma Associação Protetora de Animais, sem fins lucrativos, fundada e gerida por Emília Silva, mais conhecida como Milu.
A infância em África, numa família que prezava o amor pelos animais, influenciou o rumo que a sua vida tomaria em Portugal, acolhendo animais abandonados. A dimensão desse amor e da dedicação aos muitos animais sem lar ou maltratados levou à aquisição, em 2007, de um terreno, com 25 mil metros quadrados, onde construiu um albergue e constituiu uma equipa que se dedica, diariamente, ao propósito de cuidar destes animais - na sua esmagadora maioria, cães - proporcionando-lhes as melhores condições possíveis. No final de 2017, “O Cantinho da Milu” albergava 716 animais e, com esta dimensão, as necessidades são, também, impressionantes – são gastos cerca de 360 quilos de ração normal por dia, sem contabilizar as dietas especiais, e os custos de manutenção rondam os dois mil euros diários – pelo que a ajuda das instituições e da comunidade são indispensáveis para manter este espaço no ativo. Entretanto, a associação adquiriu uma parcela de terreno contígua, onde pretende construir uma clínica veterinária, que além de prestar apoio aos animais acolhidos no espaço, ficará disponível ao público, constituindo uma nova fonte de rendimento para a associação.
No âmbito do seu trabalho pelo bem-estar animal, “O Cantinho da Milu” tem colaborado com o Município e com as Juntas de Freguesia do concelho, no acolhimento de animais abandonados, e defende a esterilização como uma mais valia para os animais e para a sociedade. O Município já apoiou financeiramente esta associação e vai continuar a reforçar o trabalho de parceria.

             Rua 5 de Outubro, Cajados

            Visitou-se, de seguida, o troço norte da Rua 5 de Outubro, em Cajados, onde foram recentemente concluídos os trabalhos de pavimentação, faltando apenas a sinalização horizontal. Esta empreitada consistiu na pavimentação de uma extensão de mais de um quilómetro da via, tratamento de valetas em terra natural e betão e drenagem pluvial. Apesar de não ser uma zona densamente povoada, é um acesso estruturante e foi uma intervenção muito reivindicada pela população, no âmbito do processo “Eu Participo!”. O projeto foi realizado internamente e a obra custou cerca de 107 mil euros.


             Escola Básica de Cajados


Na Escola Básica de Cajados - um equipamento ampliado e remodelado em 2007, que apresenta um total de seis salas, das quais quatro são dedicadas ao ensino básico do 1.º ciclo e duas a jardim-de-infância - foi apresentado à direção e restante comunidade escolar o projeto desenvolvido para o logradouro, que vem responder a um pedido das/os encarregadas/os de educação, relativamente aos pavimentos. O areão existente, atualmente, na zona dos brinquedos é uma solução comum e de acordo com a legislação em vigor mas, ainda assim, vai ser substituído por superfícies de impacto em material sintético (EPDM) e com pavê. A oferta lúdica dos recreios do 1.º ciclo e do pré-escolar vai ser melhorada com novos brinquedos e jogos tradicionais embutidos no pavê. O projeto, desenvolvido internamente e já apresentado à Associação de Pais, prevê, ainda, a plantação de novas árvores para sombreamento e prolongamento dos muros. A obra deverá decorrer durante a interrupção letiva do verão.

 EB Águas de Moura


Ainda no âmbito da Educação, decorreu uma visita à Escola Básica de Águas de Moura, com obra em curso de requalificação e ampliação que teve início no verão, num investimento superior a 600 mil euros, comparticipado pelo FEDER - no âmbito do PORLisboa 2020 - PDCT-AML (Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa. Prioridade de Investimento 10.5 – Investimentos na Educação).
A qualificação deste estabelecimento de ensino, no centro da aldeia de Águas de Moura, contribui para fortalecer a comunidade e criar uma nova centralidade, ajudando à fixação de casais jovens.
Além do edifício antigo que está a ser remodelado, está a ser construído um novo edifício, com 353 metros quadrados e o logradouro, com 865 metros quadrados, está a ser qualificado, permanecendo o campo de jogos, construído há dois anos e será construída uma nova zona de recreio coberto. A acessibilidade e a eficiência energética são preocupações plasmadas nesta empreitada, cuja conclusão se prevê para o próximo verão.



 FIT - Fomento da Indústria do Tomate


A fábrica  FIT, Fomento da Indústria do Tomate, uma empresa com mais de seis décadas de existência, que tem conseguido adaptar-se às novas exigências do mercado foi também local de visita. A FIT apresenta um portfolio diversificado, dentro da indústria de transformação do tomate, com soluções altamente qualificadas e criativas, tirando o melhor partido do excelente tomate produzido na região e no país.
A FIT integra, desde 2007, o Grupo HIT, da qual faz parte, também, a Italagro, em Castanheira do Ribatejo. Por sua vez, em 2012, o grupo HIT tornou-se subsidiário da empresa japonesa Kagome, fundada em 1899, com 2.600 trabalhadoras/es em todo o mundo e uma carteira de clientes que inclui os maiores grupos multinacionais na área da restauração e bebidas, como a McDonald’s, a Pizza Hut, a Subway, a Nestlé ou a Coca-Cola.
Em Portugal, o grupo HIT emprega 210 trabalhadoras/es a tempo inteiro, bem como 600 temporárias/os, no verão, época alta do tomate, que é adquirido a 17 organizações de produtores e mais de 200 agricultores locais. No total, são processadas, anualmente, cerca de 560 mil toneladas de tomate, que dão origem a uma vasta oferta de polpas, concentrados, pastas, molhos, preparados para pizza e massas, bem como sumos e até uma cerveja, bastante apreciada no Japão.
A direção japonesa decidiu criar um novo centro de investigação, na área agro-alimentar, fora do Japão e escolheu, para esse propósito, a fábrica de Águas de Moura, que já está a atrair cientistas nacionais e internacionais. Além disso, prevê investir cerca de sete milhões de euros nesta unidade, ao longo deste ano, em áreas como o tratamento de águas residuais, novas linhas de produção e embalagem e modernização de equipamento. Está, também, em curso uma parceria com a empresa tecnológica NEC, que pretende revolucionar a atividade agrícola.
            O Município e a FIT têm estado a trabalhar, no sentido da regularização de parte da propriedade onde a empresa está instalada, desde 1957, nomeadamente, no que respeita a alterações à delimitação da Reserva Ecológica Nacional, ao abrigo do Regime Excecional de Regularização de Atividades Económicas em vigor. Nesse sentido, a Câmara propôs à Assembleia Municipal, em 2015, a aprovação do pedido de reconhecimento de Interesse Público Municipal. 
            Estas alterações à REN, que aguardam resposta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, permitirão a regularização de algumas edificações existentes, bem como a construção de uma nova e necessária Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais, investimento que ascende a três milhões de euros.

 Centro Comunitário de Águas de Moura


Tratando-se de um dos principais equipamentos municipais na freguesia, o Centro Comunitário de Águas de Moura não podia ficar de fora do programa de visitas. Depois de algumas intervenções, que permitiram a adaptação daquele que foi o antigo quartel dos Bombeiros de Águas de Moura a esta nova tipologia de utilização - enquanto Centro Comunitário, com valências diversas, nomeadamente, a disponibilização de instalações às instituições locais para o desenvolvimento das suas atividades, da cultura ao desporto – está na altura de avançar com uma remodelação mais profunda do edifício, que lhe permita acolher outro tipo de respostas.
Neste momento,  a autarquia está a finalizar uma candidatura a fundos comunitários, no valor de cerca de meio milhão de euros, com vista à requalificação do edifício, e as acessibilidades são uma das preocupações, pelo que será instalado um elevador que facilita o acesso aos diversos níveis do edifício. Além dos gabinetes de trabalho já existentes e atribuídos às associações locais, serão qualificados os espaços multiusos, para a realização de espetáculos, ensaios, aulas, reuniões ou formação, e mantemos a Loja Social, que será transferida para outra sala. Serão instalados, ainda, o pólo da Biblioteca e um Centro de Recursos para a Juventude. 


 Baixa Comercial de Águas de Moura e ligação com a Estrada Nacional 5

Ainda na aldeia de Águas de Moura, houve oportunidade de falar sobre uma outra candidatura a fundos comunitários, que a autarquia sbumeteu em novembro, para a  requalificação da baixa e zona comercial de Águas de Moura e ligação à Estrada Nacional 5.
            Parte deste projeto deverá ter início nos próximos dias, nomeadamente, a obra de calcetamento da Rua Fundação Gulbenkian, que foi consignada esta semana. A empreitada foi adjudicada por cerca de 77 mil euros, com um prazo de execução de 60 dias.
            No lado nascente da rua, vai ser feito um passeio idêntico ao existente, em calçada miúda e lancil, no troço entre a Rua Alberto Valente e a Rua Hermenegildo Capelo, e no lado poente, o passeio será em calçada miúda, numa zona, enquanto noutra parte será em calçada grossa em calcário e calçada em granito nas entradas inclinadas para propriedades. Pretende-se, assim, garantir a boa drenagem pluvial, a harmonização com as soleiras das casas existentes e o atrito adequado aos acessos inclinados.
            No total, serão cerca de 650 metros de passeio – um contributo para a melhoria da acessibilidade pedonal, na ligação à baixa comercial de Águas de Moura, por forma a valorizar essa atividade.
             Esta intervenção insere-se numa candidatura a fundos comunitários, no valor de 112 mil euros, que inclui, também, outras ações de promoção e valorização do tecido socioeconómico local. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Noites na Fonte levaram teatro, música e muita animação a Águas de Moura

Nos dias 21 e 22 de julho, a aldeia de Águas de Moura viveu momentos de convívio e animação, com o programa Noites na Fonte, organizado pela Câmara Municipal de Palmela com o TELA – Teatro Estranhamente Louco e Absurdo, Associação de Festas de S. Pedro da Marateca, União das Freguesias de Poceirão e Marateca, Grupo de Zumba de Águas de Moura, Centro Comunitário de S. Pedro (Cáritas) e União Social Sol Crescente da Marateca (Cenourinhas). Teatro, música, dança e gastronomia foram os pretextos para o encontro da população, junto à Fonte, que tem muitas histórias para contar...





segunda-feira, 17 de julho de 2017

Águas de Moura vive Noites na Fonte


O programa de animação Noites na Fonte está de regresso a Águas de Moura, concelho de Palmela, nos dias 21 e 22 de julho, numa organização da Câmara Municipal de Palmela com o TELA – Teatro Estranhamente Louco e Absurdo, Associação de Festas de S. Pedro da Marateca, União das Freguesias de Poceirão e Marateca, Grupo de Zumba de Águas de Moura, Centro Comunitário de S. Pedro (Cáritas) e União Social Sol Crescente da Marateca (Cenourinhas).



Como o nome indica, as actividades e o convívio, com tasquinhas gastronómicas, têm lugar no largo da fonte de Águas de Moura e abrem, no dia 21, com a apresentação pública do espectáculo “A Fonte de Inspiração – Memórias de mim… memórias de um todo”, especialmente concebido para este momento, a partir de histórias e memórias da comunidade. A interpretação está a cargo dos grupos de teatro TELA e Ensaiarte, no âmbito de uma parceria artística com o Teatro O Bando. O horário definido pelos artistas é, exatamente, «depois do por do sol». Às 22h30, tem início a atuação do grupo musical Monda (veja o vídeo), que aposta num repertório de música tradicional alentejana, com elementos de fusão.



No sábado, dia 22, às 21h30, a noite abre com “Contos de água doce”, uma sessão de contos tradicionais dinamizada por Joaninha Duarte, e segue com um baile de danças tradicionais do mundo, animado pelo grupo Akhorda (veja o vídeo) e pela monitora de dança Leónia de Oliveira.



A entrada é livre.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Depois de Pinhal Novo, as Semanas Descentralizadas chegaram à Marateca

A Câmara Municipal de Palmela realizou, entre 13 e 17 de fevereiro, uma semana de trabalho descentralizado especialmente dedicada a esta freguesia da Marateca. A semana integra o ciclo anualmente dedicado às cinco freguesias e contou com um programa dinamizado em parceria com a Junta de Freguesia, que contemplou várias ações, quer de caráter público, quer reuniões internas e com o Executivo da União de Freguesias, quer, ainda, um conjunto de visitas a obras, empresas e projetos, nas áreas social, cultural e económica.
   


É urgente desagregar e classificar Marateca e Poceirão como territórios rurais

A reunião entre os Executivos Municipal e da União de Freguesias de Marateca e Poceirão decorreu terça-feira, dia 14 e constituiu uma oportunidade para fazer o ponto de situação relativamente a obras e investimentos concluídos, em curso ou programados. Durante este encontro, fez-se também uma avaliação do cumprimento do protocolo de delegação de competências municipais para a freguesia. O balanço foi considerado positivo, com melhorias substanciais nas áreas mais problemáticas, designadamente, a recolha de monos (com a remodelação dos circuitos de recolha) e a conservação da rede viária. Em fase de revisão estão os acordos de execução relativamente à manutenção das escolas e espaços de jogo e recreio. No âmbito desta avaliação, foi solicitado apoio do Município para encontrar uma solução técnica de contenção das terras, nas obras de ampliação do cemitério de Águas de Moura.

Nesta reunião foi apresentada a avaliação e o parecer negativo que a autarquia emitiu, em resposta ao pedido da DGAL, sobre a agregação das Freguesias em União das Freguesias de Marateca e Poceirão. A agregação das duas freguesias não teve qualquer vantagem para as entidades e para as populações e tem sido, pelo contrário, contraproducente em vários aspetos, sendo urgente a tomada de medidas que exigem coragem política e que permitam a desagregação dos dois territórios. No mesmo sentido, foi reiterada a necessidade de se classificarem as duas freguesias como territórios rurais de baixa densidade, matéria que foi objeto de novo pedido de audiência ao Ministro da tutela.

Sobre a escola básica de Cajados, foi dada a informação sobre a conclusão das obras de encerramento do pátrio nascente e do início, em breve da obra de drenagem das coberturas, empreitadas que ultrapassam os 14 mil euros. Quanto à preocupação apresentada pelos encarregados de educação sobre o piso do logradouro, a areia foi substituída por areão do rio, que é um material aconselhado, mas está prevista a substituição do piso por material sintético colorido, incluída numa empreitada a executar no verão, que ascende a 60 mil euros. 

A autarquia está a trabalhar na requalificação da baixa e zona comercial de Águas de Moura e ligação à Estrada Nacional 5. Foi concluído o levantamento topográfico para execução de projeto, que prevê uma intervenção em calçada grossa, com valeta espraiada, entre a Calouste Gulbenkian e a urbanização do Sobreiro Grande, prolongando-se depois com passeio até à avenida da Liberdade. Esta intervenção será objeto de licenciamento da Infraestruturas de Portugal e em maio, será apresentada candidatura a fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2020, de forma fazer a obra ainda este ano.

O estudo para a qualificação e arranjo paisagístico da entrada poente de Águas Moura, junto ao espaço exterior do Quartel do Bombeiros, está, também, em curso, sendo necessária a fase de negociação com as Infraestruturas de Portugal, dada a ligação à Estrada Nacional 10.

O projeto de remodelação e requalificação da EB de Águas de Moura - que foi apresentado, publicamente, durante a reunião descentralizada - está concluído e a candidatura a fundos comunitários foi aprovada no início deste mês, pelo que o concurso público será lançado logo que o empréstimo esteja aprovado e seja obtido o visto do Tribunal de Contas. A complexidade e dimensão da obra, orçada em 685 mil euros, só permitem avançar após o fim das aulas, estando já assegurada uma solução para o início do próximo ano letivo.

Também na reunião pública, divulgou-se o projeto de requalificação da sede da Associação Cultural e Recreativa de Fernando Pó que, nesta primeira fase, consiste na reabilitação de equipamentos de apoio (sanitários, etc…), mas, principalmente, na construção do Pavilhão Multiusos no logradouro, que permitirá o desenvolvimento das atividades da coletividade e, sobretudo, dotar a Mostra de Vinhos e o projeto Centro Rural Vinum das melhores condições logísticas e operacionais. Trata-se de um empreendimento importantíssimo, cuja candidatura será submetida muito em breve. A requalificação dos espaços públicos e exteriores de Fernando Pó, com estacionamento, mobiliário urbano e arborização, já tem estudo prévio para o projeto e avançará depois do verão.

O calcetamento da berma da Avenida 25 de Abril, em Cajados, a recolocação em funcionamento das bombas/repuxos dos tanques, junto à igreja de Águas de Moura (que exige uma nova solução técnica), e o problema de ocupação de parte do passeio com terras e canas, na rua 25 de abril, cujo proprietário foi notificado e não concluiu os trabalhos exigidos, foram mais algumas das questões correntes colocadas.


Centro Comunitário de Águas de Moura vai alojar Biblioteca e CRJ

Na terça-feira, dia 15 decorreu uma reunião interna no Centro Comunitário de Águas de Moura, sobre o trabalho já desenvolvido e a desenvolver naquele espaço, que se pretende cada vez mais polivalente e fruído pela população.
As instalações, continuam disponíveis, na medida da capacidade do edifício, para as instituições locais desenvolverem as suas atividades e constatou-se a grande dinâmica associativa que lá se vive, com uma programação cultural, social e desportiva cada vez mais rica – ainda este mês, tiveram início aulas regulares de Karaté. Pretende-se fortalecer e diversificar ainda mais a oferta e trazer outras propostas e atividades para aquela população, que está no limite do concelho e não dispõe, para já, de uma rede de transportes públicos que responda às suas necessidades.
No entanto, o principal ponto em discussão na reunião interna teve que ver com a definição do programa preliminar da obra a efetuar para concluir a implementação do Centro Comunitário. Ficou definido que o espaço das traseiras continuará a ser multifuncional, acolhendo espetáculos, ensaios, loja social e outras atividades, ficando a parte da frente reservada para acolher dois equipamentos municipais – o pólo da Biblioteca e um Centro de Recursos para a Juventude.


Visitas à freguesia dão a conhecer obra feita, economia e rede solidária


A manhã de quarta-feira, dia 15, foi muito rica, com um percurso pela freguesia acompanhado pela comunicação social, procurando divulgar as dinâmicas que constituem e enriquecem o território.

- O percurso teve início com uma visita à intervenção recentemente concluída, na Rua José dos Santos Tereso, no Bairro Margaça. Trata-se de uma pavimentação, no valor de cerca de 45 mil euros, que responde a uma reivindicação antiga da população. A intervenção estendeu-se até ao limite do perímetro urbano consolidado e, apesar das dificuldades colocadas pelo perfil da via já existente, conseguiu-se uma solução técnica adaptada ao terreno e aos desafios, e que já provou a sua qualidade e pertinência durante as últimas chuvas.

- Na Adega Monte Carreira – uma adega familiar – fomos recebidos por António José da Costa Carreira e tivemos oportunidade de provar os vinhos Monte Carreira, produzidos com castas tradicionais desta região. O último ano foi de qualidade para os nossos vinhos, mas marcado por uma quebra na produção de uva, com reflexos na produção de vinho, resultando em cerca de 200 mil litros que se traduzem num catálogo composto por quatro tintos, dois brancos e dois rosés, além de um abafadinho muito interessante, que deixa bem patente as suas origens caramelas. Esta produção, que já chegou aos 400 mil litros, é escoada através de uma grande superfície e da restauração, bem como diretamente ao público, sendo, também, vendido a outras adegas locais.
A empresa continua apostada em crescer e investir, estando prevista, para este ano, a plantação de 21 mil metros quadrados de vinha nova junto à adega, em Fernando Pó.



- A caminho das instalações da Cáritas, passámos por uma outra intervenção na rede viária que o Município concluiu, também, recentemente. Trata-se da repavimentação do troço final da Rua 9 de Março, em Vale da Abrunheira, Cajados. Uma obra importante, no valor de cerca de 168 mil euros, que consistiu na reabilitação do pavimento existente e no alargamento da plataforma, num troço com cerca de 2.680 metros de extensão, para melhorar as condições de circulação, segurança e conforto, bem como a drenagem. A Rua 9 de Março permite a ligação entre a Estrada Nacional 10 e a Estrada Municipal 533 e a obra incluiu o tratamento de valetas, gares para contentores e intervenção em seis aquedutos.

- Visitámos, depois, o Centro Comunitário de S. Pedro, estrutura da Cáritas Diocesana de Setúbal com a qual o Município celebrou um contrato de comodato em 2015, relativo à cedência da antiga escola do 1.º ciclo do Ensino Básico de Cajados. No espaço, que está muito bem cuidado e aproveitado, são desenvolvidas ações para vários públicos, desde atendimento social e formação para as famílias das freguesias de Marateca e Poceirão em situação de vulnerabilidade psicossocial e económica, ao apoio escolar e acompanhamento para crianças e jovens.
O projeto nasceu em 1995 e tem vindo a crescer desde então – com um pequeno interregno de um ano, ainda na década de 90 – sempre na localidade de Cajados, dinamizando um trabalho assente no desenvolvimento da autonomia e da autoestima desta comunidade.
A Diretora de Serviços, Dr.ª Isabel Rodrigues, acompanhada pela sua equipa, descreveu a população das freguesias rurais como «muito recetiva ao trabalho ali desenvolvido, humilde e interessada», sublinhando que as pessoas conhecem o que ali se faz e sabem recorrer aos serviços disponibilizados. Nos atendimentos sociais (que decorrem ali ou, uma vez por semana, de forma descentralizada, em Poceirão e Águas de Moura), a equipa analisa as necessidades apresentadas e encaminha para as diversas respostas sociais da rede. No local, são promovidas ações de formação para aumento de competências sociais, familiares e educativas, existe acompanhamento social e psicológico, é prestado apoio escolar todo o ano para jovens dos 2.º e 3.º ciclos e para as/os alunas/os do 1.º ciclo, durante as férias letivas, e dinamizadas colónias de férias em julho. Um grupo de mulheres da freguesia reúne-se, também, semanalmente, no espaço, para a realização de trabalhos manuais, para conversarem e conviverem.
As novas instalações, na antiga escola, com um magnífico pátio exterior, vieram melhorar e diversificar as condições de trabalho do Centro Comunitário, e ficámos muito satisfeitos por verificar, no local, mais um exemplo da boa utilização de um equipamento municipal que foi refuncionalizado e colocado, uma vez mais, ao serviço da comunidade.



- Houve tempo, também, para uma nova visita ao Sobreiro Grande de Águas de Moura… depois de, no âmbito da Semana da Freguesia realizada em 2016, termos apresentado o projeto de valorização paisagística para aquela árvore monumental, tivemos, hoje, oportunidade de apreciar a intervenção já concluída e acompanhada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que além de proteger, informar e dar visibilidade ao sobreiro - que é muito procurado, particularmente por turistas estrangeiros, sensíveis às questões do ambiente – veio favorecer a sua fruição pela população local, com bancos para contemplação deste espécime, a quem chamam de “Assobiador”, mas, também, de “Casamenteiro”. No valor de 16 mil euros, a intervenção incluiu a instalação de um ginásio de ar livre e de painéis interpretativos, bem como placas direcionais para o “Sobreiro Monumental”, que serão colocadas assim que exista autorização.



        - A manhã encerrou com a visita a mais uma empresa, – desta feita, a Agrosilvestre, em Fernando Pó, que produz a marca Vinhos da Moagem. A Agrosilvestre foi fundada em 1993 pela família Figueiredo, inicialmente, apenas para comercialização de pinhas, que continua a representar uma importante fatia de negócio, destinada, totalmente, à exportação para mercados como a Espanha e a Turquia. Trata-se de uma atividade sazonal, legalmente condicionada ao período entre dezembro e março, que representa bem a vocação agroflorestal da região. A Agrosilvestre exporta, anualmente, cerca de cinco milhões de quilos de pinha. 
A vitivinicultura surgiu em 2008, com a aquisição de uma vinha e a implantação da adega, remodelada em 2010 para modernização dos sistemas de produção. Mais do que a quantidade – cerca de 300 mil litros por ano – é a qualidade que entusiasma esta família, que procura oferecer um portfolio de vinhos de exceção, entre os tintos, os brancos e os rosés, que exportam, já, para países como a Nigéria. O novo DO 100% Castelão e os vinhos de colheita selecionada são alguns dos seus maiores orgulhos.
 A plantação de seis hectares de vinha nova é um dos investimentos previstos para este ano.




           
           


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Novos projetos para a comunidade apresentados na Semana da Freguesia da Marateca



Entre 13 e 17 de fevereiro, a Câmara Municipal de Palmela promove uma Semana dedicada à Freguesia de Marateca, inserida no ciclo anual que potencia um trabalho de maior proximidade com cada uma das Juntas de Freguesia e com os agentes locais.
Ao longo da semana, os Executivos Municipal e de Freguesia e técnicas/os municipais de diversas áreas realizam um conjunto de reuniões, quer internas, quer abertas à participação pública, para discutir temas de interesse específico para este território. O programa integra, também, visitas a obras, empresas e projetos que sublinham a tradição rural desta freguesia que, no entanto, tem muito mais para oferecer. A obra de ampliação e requalificação da EB1 de Águas de Moura e a requalificação da sede da Associação Cultural e Recreativa de Fernando Pó (que será o ponto estratégico do projeto Fernando Pó – Centro Rural Vinum) são algumas das propostas de intervenção a apresentar à população, durante a semana.
A reunião pública quinzenal realiza-se no dia 15, às 21 horas, na Associação Cultural e Recreativa de Fernando Pó, com o período de participação do público a abrir a sessão. O Executivo Municipal com pelouros atribuídos promove, durante a manhã de dia 17, atendimento descentralizado no Centro Comunitário de Águas de Moura e nas instalações da União de Freguesias, mediante marcação prévia até às 12 horas de dia 16, através do telefone 212 336 650.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Câmara conclui pavimentação da Rua 9 de Março, em Vale da Abrunheira

A Câmara Municipal de Palmela lançou, esta semana, o concurso público para a pavimentação do troço final da Rua 9 de Março, em Vale da Abrunheira, na freguesia de Marateca. 
Trata-se da concretização de mais um compromisso de mandato, uma obra que visa melhorar as condições de circulação e segurança no troço compreendido entre a passagem superior à A2 e a ligação com a estrada nacional 10. Com um preço base de 240 mil euros e um prazo de execução de 60 dias, a empreitada abrange uma extensão superior a dois quilómetros e meio e integra trabalhos de repavimentação, alargamento da via e a execução de valetas e seis passagens hidráulicas.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Formalizada a cedência de antiga escola à União Social Sol Crescente da Marateca

No dia 4 de maio, na Biblioteca Municipal de Palmela, a Câmara Municipal de Palmela e a União Social Sol Crescente da Marateca (USSCM) celebraram um contrato de comodato relativo à cedência da antiga escola do 1.º ciclo do ensino básico de Águas de Moura 2, no Bairro Margaça, para instalação do Centro de Dia.
Manuel Batista, Presidente da instituição, agradeceu a cedência deste espaço, que vai ajudar a desenvolver melhores condições para o acolhimento dos 33 utentes desta valência, que funciona, há vários anos, em instalações provisórias.
Para o Presidente da Câmara, este ato permite dar boa utilização à antiga escola, que volta a estar ao serviço da comunidade, e apoiar o trabalho meritório desta IPSS, fortalecendo a parceria com quem está no terreno. Álvaro Balseiro Amaro sublinhou que esta cedência não prejudica outros sonhos da instituição, lembrando que o Município está disponível para apoiar uma candidatura para financiamento de obras.


Além do Centro de Dia, a USSCM presta apoio domiciliário a população de idade maior e assegura respostas sociais de creche, pré-escolar e ATL. A instituição disponibiliza, também, 50 refeições diárias, através da Cantina Social (medida que decorre do Programa de Emergência Social) e apoia, ainda, no âmbito de parcerias estabelecidas com outras instituições, 140 pessoas com refeições, através do Programa de Apoio Alimentar do Banco Alimentar contra a Fome da Península de Setúbal.



segunda-feira, 21 de março de 2016

Município aprova moção pela reposição das Freguesias de Marateca e Poceirão


    A Câmara Municipal de Palmela aprovou, por maioria, com o voto contra do Vereador do PSD/CDS-PP seguinte moção pela reposição das Freguesias de Marateca e Poceirão:

«A reorganização administrativa territorial autárquica que determinou, em 2012, a extinção e agregação de mais de mil freguesias em todo o território nacional, impôs ao concelho de Palmela a criação da União das Freguesias de Marateca e Poceirão, contra a vontade dos órgãos democraticamente eleitos e as suas populações.
Do amplo debate dinamizado pela Câmara e Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, no sentido de auscultar as populações e promover a necessária reflexão sobre as suas consequências para o concelho de Palmela, resultou clara a rejeição da extinção de qualquer freguesia do nosso território.
Entre outras iniciativas, foi entregue na Assembleia da República uma petição, que reuniu mais de quatro mil assinaturas, para a reabertura do debate e, após a aprovação desta lei (22/2012), foi aprovado, por unanimidade, um manifesto das assembleias de freguesia repudiando esta reorganização administrativa, que não teve em conta a opinião das autarquias e populações, nem as especificidades do território rural abrangido.
Acresce que, no concelho de Palmela, esta reorganização administrativa impôs a agregação das freguesias de Poceirão e Marateca, numa interpretação dúbia do diploma – sendo atribuída ao Município a classificação de nível 2 que, pela sua extensão e densidade populacional, reunia os requisitos exigidos para a manutenção das cinco freguesias (15 mil habitantes por freguesia urbana e 3 mil nas rurais), foi, por outro lado, determinada a extinção de uma freguesia por aplicação de um regra geral de redução de 30 por cento, a todos os municípios com mais de quatro freguesias.
Quase quatro anos após a imposição da agregação de Marateca e Poceirão, constata-se que os “ganhos de eficiência e de escala” e a “melhoria na prestação de serviços públicos”, alegados pela maioria que impôs esta reorganização administrativa, não se confirmaram. E só um profundo desconhecimento do nosso território, e em particular das duas freguesias rurais agregadas, poderia entender como aceitável esta decisão a régua e esquadro.
Marateca e Poceirão são marcadas por uma forte dispersão dos seus aglomerados habitacionais, continuam sem transportes públicos que liguem as duas freguesias e cada uma delas à sede do concelho.
Após um sério investimento municipal na descentralização de competências e serviços públicos de proximidade que possam servir melhor as comunidades dispersas, a concentração fez retroceder exemplos de boas práticas na gestão autárquica e tornar mais dispendiosos e morosos os serviços à população, que passou a ter menos eleitos envolvidos no trabalho pela melhoria das suas condições de vida.
A agregação de Marateca e Poceirão veio ainda alterar a densidade populacional deste território, prejudicando a sua classificação como freguesias rurais e impedindo, por essa via, entre outros, o acesso ao Programa de Desenvolvimento Rural 2020, ou seja, ao financiamento comunitário para investimentos e apoio ao seu desenvolvimento.
Acresce que, numa tentativa de pressionar os órgãos autárquicos a aceitarem esta reorganização administrativa, a lei criou profundas discriminações no financiamento das freguesias. Assim, as freguesias cuja agregação foi imposta, contra a vontade dos seus órgãos autárquicos não têm qualquer majoração financeira, ao contrário daquelas cuja agregação resultou da pronúncia a favor das respetivas Assembleias Municipais.
A União das Freguesias de Marateca e Poceirão tem 8500 habitantes, dispersos por um território rural com 282 quilómetros quadrados, ou seja, mais de metade dos 465 quilómetros quadrados do concelho de Palmela e uma área incomparavelmente superior aos concelhos de Lisboa (83,84 km2) Amadora (23,77 km2), Oeiras (45,84) ou Setúbal (170,57 km2).
A nova conjuntura política, com uma maioria parlamentar cujos partidos se opuseram à agregação das freguesias contra a vontade das suas populações, faz renascer a esperança de que um outro debate, mais amplo e no respeito pelo poder local democrático e a sua autonomia, consagrada na Constituição da República, pode ser aberto.
Assim, a Câmara Municipal de Palmela, reunida em sessão descentralizada, em Cajados, na Freguesia de Marateca, no dia 16 de Março de 2016, delibera:
-         Reafirmar a sua firme oposição à reorganização administrativa territorial autárquica imposta pela Lei 22/2012;
-         Recomendar à Assembleia Municipal, Juntas e Assembleias de Freguesia o debate e a reapreciação deste processo;
-    Manifestar a frontal oposição à desigual repartição de recursos financeiros pelas Juntas de Freguesia e exigir a reposição das verbas subtraídas às freguesias ao longo dos últimos anos;
-    Solicitar a intervenção dos grupos parlamentares da Assembleia da República, no sentido de promoverem a revogação da lei 22/2012 e tomarem medidas legislativas que visem a reposição das Freguesias de Marateca e de Poceirão, anulando a sua agregação.
-         Enviar a presente moção para:
Presidente da Assembleia da República
Grupos Parlamentares da Assembleia da República
Primeiro- Ministro
Ministro Adjunto
Associação Nacional de Municípios Portugueses
Associação Nacional de Freguesias
Assembleia Municipal de Palmela
Juntas de Freguesia de Palmela, Pinhal Novo, Quinta do Anjo e União das Freguesias de Marateca e Poceirão.»







quinta-feira, 10 de março de 2016

Marateca abre Semanas das Freguesias 2016

Entre 14 e 18 de março, a Câmara Municipal promove a Semana da Freguesia da Marateca – a primeira do ciclo de trabalho descentralizado a realizar ao longo do primeiro semestre de 2016. Como habitualmente, o programa é dinamizado em parceria com a Junta local e conta com um largo conjunto de reuniões internas e com o movimento associativo e visitas a empresas, a IPSS, a obras e projetos em curso. As candidaturas ao Portugal 2020, com impacto no desenvolvimento da freguesia e do mundo rural, em geral, vão estar em destaque nesta semana, com a discussão dos projetos com os agentes locais.


A reunião pública descentralizada decorre na quarta-feira, dia 16, às 21 horas, no Grupo Desportivo “Leões de Cajados”, e terá transmissão direta em www.cm-palmela.pt. O atendimento descentralizado pelos eleitos terá lugar nas instalações da Junta de Freguesia, em Águas de Moura, na sexta-feira, dia 18, a partir das 10 horas, mediante marcação prévia até às 12 horas de dia 17, através do telefone 212336650.




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Doação de terreno regulariza situação do cemitério da Marateca

A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, na reunião pública de 19 de agosto, a proposta de aceitação da doação de uma parcela de terreno afeta ao cemitério da Marateca, ao município, que contribuirá para a regularização fundiária daquele equipamento, atualmente instalado em terreno privado.
O cemitério da Marateca, com uma área de 5.360 m2 - que inclui a zona envolvente de apoio e as ruínas da antiga Igreja de São Pedro da Marateca – foi construído há cerca de um século, sobre parte do prédio rústico na Herdade da Marateca, formalmente da propriedade dos herdeiros de Paulino da Cunha e Silva e de Maria de Avelar e Silva Lobo da Silveira.
Trata-se de um processo de negociações que obteve o acordo dos atuais proprietários, que se mostraram disponíveis para solucionar a questão e que permitirá a expansão do cemitério numa área de 2.000 m2.
A celebração da escritura da doação do terreno está agendada para o dia 17 de setembro.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Atenções voltadas para o mundo rural na Semana da Marateca

Marateca é lugar de história, de tradição e de lendas, inspiradas, talvez, pela paisagem serena e bucólica, marcada pelo sobral, pelas cegonhas que cruzam os céus e pelos arrozais que nascem nas margens do Sado. É, aliás, em Marateca, que o concelho de Palmela abraça o rio, ao longo de vastas extensões de sapal que integram a Reserva Natural do Estuário do Sado e que enriquecem a fauna e a flora locais.
Com 130 quilómetros quadrados de extensão, Marateca é, desde sempre, ponto de confluência de povos e culturas, que aqui foram encontrando o seu lugar até aos muitos milhares de pessoas que utilizam este nó rodoviário, de grande centralidade.
As raízes rurais estão, também aqui, fortemente vincadas, com destaque para a vitivinicultura, onde as vinhas da freguesia dão origem a alguns dos melhores vinhos do mundo e novos projetos continuam a crescer e a frutificar.
Ao longo desta semana de trabalho descentralizado, o Executivo Municipal auscultou necessidades e problemas, debateu soluções e prestou contas sobre compromissos já assumidos. A saúde continua a estar no topo das preocupações do Município, que pretende levar, para o diálogo com a tutela, dados mais atualizados sobre as diferentes realidades vividas no concelho.
Esta foi uma oportunidade muito rica para, uma vez mais, contatar de perto com quem faz deste território um espaço de desenvolvimento cultural, social e económico, das empresas à comunidade educativa, passando pelas instituições de particulares de solidariedade social e pelo movimento associativo da freguesia.

Coleção de Modelismo é motivo de atração

  

Quem passa pelo Vale da Abrunheira, dificilmente imagina que ali se esconde uma invejável coleção de modelismo, de nível internacional, que, entre vários veículos civis, sublinha a utilização de comboios, navios e aviões enquanto equipamento militar, enquadrando-o no contexto de cenários de guerra perfeitamente identificados e de grande rigor histórico.
            Os executivos municipal e de freguesia e técnicos municipais foram convidados a visitar a coleção, desenvolvida e acarinhada por Carlos Briz, que revelou ter descoberto a paixão pelas miniaturas e pelo modelismo aos dez anos de idade, por influência de um tio materno. Uma paixão que frutificou ao longo das décadas seguintes, traduzindo-se, hoje, numa coleção de vários milhares de peças, com as quais Carlos Briz compõe, também, dioramas de grande qualidade.
A Guerra da Crimeia (primeiro conflito com uso de comboios), a Guerra Civil Americana, a Guerra Franco-Prussiana, a Crise do Sudão, a Guerra dos Boers, a Grande Guerra, a Guerra Civil Russa, a Guerra Civil de Espanha e a II Guerra Mundial são alguns dos principais conflitos retratados nos dioramas construídos por Carlos Briz.
Em colaboração com o autor e proprietário, o Município pretende apresentar este espólio, no concelho, de forma modular e para assinalar eventos e efemérides, permitindo aos diversos públicos e, em particular, à comunidade educativa, contactar com esta forma diferente de viver e aprender História. O material relacionado com comboios e caminhos-de-ferro reveste-se de especial interesse para o concelho de Palmela, já que possibilitará sublinhar e valorizar a tradição ferroviária de Pinhal Novo.

Zambujal alberga o maior viveiro de ostras do país


 As visitas de trabalho de quarta-feira, dia 17, dos Executivos da Câmara e da União de Freguesias de Poceirão e Marateca tiveram início na Ostradamus, empresa concessionária da Aquacultura do Texugo, localizada na Herdade do Zambujal. Recordando-nos que o concelho de Palmela também tem costa e ligação ao rio e ao mar, encontrámos, aqui, o maior viveiro de ostras do país, com 50 hectares de extensão.
A laborar desde 2012, numa área de domínio público marítimo (APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra), onde existiam duas antigas pisciculturas contíguas, a Ostradamus surpreendeu pela positiva – dedica-se à produção de dois tipos de ostra (plana e angulata), através de um sistema flutuante, que replica o meio natural, reduzindo o ciclo de crescimento, fator que constitui uma vantagem competitiva de mercado.
Esta jovem e promissora empresa, com 11 postos de trabalho, está a terminar o seu primeiro ciclo produtivo e atingiu, este ano, as 100 toneladas de produção, escoadas, exclusivamente, para o mercado internacional. 

Centro Comunitário de S. Pedro dá nova vida à Escola de Cajados


 As visitas de quarta-feira de manhã prosseguiram no edifício da antiga escola do 1.º ciclo do Ensino Básico de Cajados, com a assinatura do contrato de comodato entre a Câmara Municipal e a Cáritas Diocesana de Setúbal, para cedência do referido edifício ao Centro Comunitário de S. Pedro.
O contrato de comodato, celebrado por um período de vinte anos, envolve um edifício com a área de 2.200 metros quadrados e o valor patrimonial de 81.160 euros. O Centro Comunitário promoverá, no local, ações de formação destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade psicossocial e económica da União de Freguesias de Poceirão e Marateca.
A Cáritas Diocesana de Setúbal desempenha um papel fundamental nas respostas sociais ao território, constituindo, este apoio, um reconhecimento do relevante interesse público da instituição.
Na cerimónia de assinatura do contrato, o Presidente da Cáritas, Eugénio da Fonseca sublinhou «o trabalho desenvolvido, em parceria, ao longo dos anos» e afirmou a vontade de trabalhar «com as forças vivas» da terra.
Para Álvaro Balseiro Amaro «o território merece respostas específicas». O Presidente da Câmara Municipal afirmou a sua convicção de o Município está no caminho certo, ao promover a refuncionalização de edifícios e fez votos de que «o equipamento volte a ter muita vida».
No final, foram apresentadas as obras de adaptação do edifício, que integra, entre outras valências, salas de apoio pedagógico e psicológico, gabinete técnico de coordenação, gabinete de atendimento, cozinha/sala de refeições, sala de formação, sala de atividades lúdicas e biblioteca.

Vinhos da Adega Monte D´Agualva já circulam na Europa


A manhã de dia 17 integrou uma visita à Adega Monte D´Agualva, uma empresa familiar estabelecida há mais de uma década na freguesia de Marateca, na localidade de Bairro Margaça, onde está instalado o centro de vinificação e armazenamento de vinhos.
A Adega Monte D´Agualva foi fundada a 22 de março de 2003, com a designação de Celestina e Gomes, Lda., dando continuidade a um percurso familiar ligado à vitivinicultura. A aposta nas técnicas de viticultura e enologia mais atuais tem permitido a produção de vinhos de qualidade, contando, atualmente, com a produção de vinhos tinto, branco, rosé, licoroso e vinhos tintos regionais, da responsabilidade do enólogo Jaime Quendera.
            Dotada de tecnologia moderna, a adega possui as mais recentes técnicas para produção de vinhos, com cubas de fermentação controlada e linha de engarrafamento, garantindo, deste modo, o controlo de todas as fases do processo e a qualidade do produto final.
Atualmente, a empresa possui 17,5 hectares de vinhas – vinha da adega, vinha do Moinho Novo e vinha da Aroeira, onde são cultivadas diversas castas, nomeadamente, Merlot, Allicante Bouchet, Aragonês, Syrah, Verdelho, Arinto, Fernão Pires, Castelão e Moscatel. Os seus vinhos já circulam no mercado internacional, com destaque para a Alemanha, confirmando a sua aposta na modernização e a vocação da freguesia como terra de vinhos. A obtenção da certificação do Moscatel, apresentado na recente edição da Mostra de Vinhos de Fernando Pó, reforça as boas expetativas para esta adega.

Crianças apresentam propostas para dinamização do Centro Comunitário de Águas de Moura


 Na manhã de sexta-feira, 19 crianças da E.B. de Águas de Moura e da União Social Sol Crescente reuniram no Centro Comunitário de Águas de Moura, para apresentarem as suas ideias e projetos para este equipamento ao executivo municipal. A comunidade educativa respondeu, assim, ao desafio proposto pelo Município, no âmbito do projeto de participação cidadã “Eu Participo!”, e o resultado deixou-nos, uma vez mais, surpreendidos com a grande criatividade e capacidade de intervenção das nossas crianças – o que nos deixa, também, confiantes no futuro que estes pequenos/grandes cidadãos serão capazes de construir.
Este processo, teve início, na Marateca, em abril passado, com uma visita ao equipamento, que gerou um conjunto de propostas coletivas, envolvendo um total de 60 crianças do 1º ciclo e 20 do pré-escolar, apresentadas à Câmara, esta manhã, em assembleia.
A realização de uma semana do desporto ou a criação de uma programação com atividades diversificadas, nas áreas do teatro, dança, cinema, oficinas várias, ludoteca, exposições e canto, especialmente vocacionada para as crianças, são algumas das respostas ao desafio proposto pela Câmara, que garantiu estar em condições de concretizar algumas atividades já no próximo ano letivo.
O projeto “Eu Participo!”, em Águas de Moura terá continuidade, com a criação, entre outras medidas, de uma caixa de reclamações no equipamento e a realização de um conselho de crianças do Centro Comunitário, por sugestão dos participantes.